Café da nossa alegria!

Portugal começa lentamente a desconfinar depois de um longo período em que a maior parte das lojas se manteve fechada. Apenas farmácias, supermercados e postos de abastecimento de combustível estiveram sempre abertos por serem considerados essenciais.

Mas hoje dia 01 de Junho começa a terceira fase do desconfinamento que prevê a reabertura de ginásios (academias), centros comerciais e o fim do teletrabalho obrigatório. A exceção vai apenas para a região de Lisboa onde este desconfinamento será implementado mais tarde. E é no meio desta reabertura de comércio e serviços que vemos cafés e restaurantes reabrir, com regras mais bem definidas é certo, mas já uma realidade bem marcada.

Durante este tempo em que estivemos em casa será que sentimos falta do nosso bendito café? Portugal é um dos países na Europa que tem o maior número de cafés apenas ultrapassado pela Itália. No entanto, se compararmos o tamanho geográfico e populacional dos dois países Portugal segue na frente no número de cafés. No estudo publicado pela Euromonitor existem em Portugal 44. 769 cafés para uma população de pouco mais de 10 milhões de habitantes. Já a Itália tem uma população seis vezes maior. Uma das vantagens de Portugal estará certamente relacionada com o preço. Em média um café custa a partir de 65 cêntimos e não há quaisquer outras taxas de serviço adicionadas ao preço.

A conclusão é portanto simples: os portugueses amam café. Na verdade, na cultura do país ir ao café é uma desculpa para sair de casa, para ir encontrar amigos, para ir estudar ou até conviver com outras pessoas. Tudo é uma desculpa para ir tomar café e, claro, lugares para tomar é o que não faltam aqui.

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Fonte: Euromonitor

Mas o hábito do café normalmente não vem só. Ao café junta-se o “bolinho” (menos frequentemente o salgado) que após a crise da última década passou frequentemente a “miniatura”, mas que também acompanha o café com bastante regularidade. A miniatura não é nada mais do que a versão menor de um bolo tradicional português e que para além de ser mais barata, serve também como o complemento ideal para não tomar um espresso forte sem nada no estômago.

Em tempos de pandemia em que a maior parte dos cafés estiveram fechados ou muito condicionados, poder sair para tomar um café é quase uma dádiva para os viciados em cafeína. É verdade que as cápsulas vieram revolucionar o mercado do café e a forma como consumimos a bebida. De acordo com informação da Nielsen, os portugueses gastaram em 2018 mais de 205 milhões de euros na aquisição deste produto em hipers, supers e lojas tradicionais, ou seja um aumento de 9% face ao ano anterior. Com a impossibilidade de poder tomar café na rua nos últimos meses estes números cresceram seguramente.

Só que por mais que seja uma excelente alternativa, a verdade é que tomar café em casa não só não tem o mesmo gostinho, como se perde todo o ritual de sair, ir ao café, poder falar com pessoas e comer um docinho que muitas vezes não temos igual em casa.