Cinco palácios impressionantes no interior de Portugal

Quando pensamos em Portugal, logo pensamos em palácios, castelos e lugares incríveis não é mesmo? E quando o assunto são os palácios, lembramos da cidade de Sintra, pertinho de Lisboa e que tem uma boa quantidade de opções. Mas são muitos os palácios espalhados por todo o país e muitos deles estão sendo recuperados para voltarem aos seus dias de glória.

Alguns destes palácios foram transformados em museus ou em centros culturais enquanto outros viraram hotéis de luxo. Não perca a chance de conhecer esses belos exemplos da arquitetura portuguesa e visitá-los ajuda a preservar estas belezas. Aceite nosso convite e conheça cinco belos Palácios portugueses, localizados no interior do país.

Palácio da Brejoeira (Monção)

O Palácio da Brejoeira está situado a cerca de seis quilômetros de Monção, no norte de Portugal. Começou a ser construído no século XVIII, no estilo neo-clássico e conta com enormes e imponentes salões, com pinturas e afrescos, bom gosto que também se reflete na capela. Ao logo dos anos passou por vários proprietários, que foram realizando obras de restauro. Nos terrenos do palácio é produzido, desde 1977, o vinho Alvarinho, resultado da fusão das várias propriedades da região, que também produz, aguardente bagaceira.

A imponente fachada do Palácio da Brejoeira (Foto: Divulgação)

O Palácio da Brejoeira é um edifício em forma de L, composto por três torreões e dois vastos vãos que demonstram a harmonia da arquitetura típica do início do século XIX. No interior pode-se observar vários salões que revelam o luxo da época.

Um dos salões do Palácio da Brejoeira (Foto: Divulgação)

Palácio de Vidago (Chaves)

O Vidago Palace Hotel, localizado na cidade nortenha de Chaves, foi projetado pelo Rei D. Carlos I que desejava ver construída uma estância terapêutica de luxo com projeção internacional. As águas da vila de Vidago já na altura eram consideradas de interesse nacional. O Vidago Palace Hotel foi inaugurado em outubro de 1910, ano em que é instaurada a Primeira República Portuguesa.

A fachada do Palácio Vidago (Foto: divulgação)

Nos anos 50 e 60, a fama do Vidago Palace Hotel se intensificou por causa das famosas festas organizadas no hotel. O Vidago Palace Hotel fechou em 2006 para restauro e reabriu em 2010, cem anos após a sua inauguração. Este hotel histórico adquire novo brilho e volta a desempenhar um papel importante na hotelaria nacional, com critérios de conforto e de luxo do século XXI.

A imponência do Palácio Vidago (Foto: divulgação)

Paço Ducal (Vila Viçosa)

O Paço Ducal de Vila Viçosa, no Alentejo, representa um dos mais emblemáticos monumentos de Vila Viçosa. A sua construção começou em 1501 por ordem de D. Jaime, quarto duque de Bragança, mas as obras que lhe conferiram a grandeza e características que hoje conhecemos prolongaram-se pelos séculos XVI e XVII. Os 110 metros de comprimento da fachada de estilo maneirista, totalmente revestida a mármore da região, fazem deste magnífico palácio real um exemplar único na arquitetura civil portuguesa. De residência permanente da primeira família da nobreza nacional, o Paço Ducal passou, com a ascensão em 1640 da Casa de Bragança ao trono de Portugal, a ser apenas mais uma das habitações espalhadas pelo reino.

Toda a imponência do Paço Ducal (Foto. Divulgação)

A implantação da República em 1910 levou ao fechamento do Paço Ducal que, por vontade expressa em testamento por D. Manuel II, reabriu suas portas nos anos 1940, depois da criação da Fundação da Casa de Bragança. Ao longo de toda a visita ao palácio predominam os afrescos e azulejos seiscentistas, os tetos em caixotões e pintados e as lareiras em mármore que distinguem as diversas salas que acolhem importantes coleções de pintura, escultura, mobiliário, tapeçarias, cerâmica e ourivesaria.

Parte da enorme fachada do Paço Ducal (Foto. Divulgação)

Palácio do Cadaval (Évora)

O Palácio Cadaval é berço e propriedade da família dos duques de Cadaval desde a sua fundação no século XIV até à actualidade. Construído sobre a ruínas de um castelo mouro, sujeito a intervenções ao longo dos séculos, resulta numa combinação singular dos estilos mudéjar, gótico e manuelino. Erguido no centro histórico de Évora, bem em frente ao Templo Romano, conta com uma grande área residencial de vários pisos, dois jardins internos e uma igreja que é panteão de todas as gerações da família dos duques de Cadaval.

O Palácio do Cadaval, em Évora (Foto: Divulgação)

Atualmente, o Palácio Cadaval é residência da Duquesa de Cadaval e da sua família, embora a igreja e parte das salas estejam abertas ao público ao longo de todo o ano, exibindo peças raras: livros, forais, armaria, pintura, escultura, mobiliário, porcelana, retratos e acessórios de viagem, entre outros objectos de valor e grande interesse histórico.

Uma das salas de jantar do Palácio do Cadaval (Foto: Divulgação)

Palácio do Buçaco (Mealhada)

Desenhado pelo cenógrafo Luigi Manini, o Palácio do Buçaco, localizado no centro do país, transportando-nos para um mundo de contos de fadas repleto de fantasia. Considerado um dos mais belos hotéis do mundo, o Palácio do Buçaco ergue-se imponente no seio da Mata do Buçaco. Este edifício é uma recriação da arquitetura manuelina, inspirada em obras como a Torre de Belém ou o Mosteiro dos Jerônimos.

O Palácio do Buçaco está rodeado por um belo jardim e uma grande floresta (Foto: Divulgação)

Gerido pela terceira geração de descendentes de Alexandre de Almeida, o primeiro grande industrial hoteleiro português, o “Palace do Bussaco” oferece um ambiente distinto e requintado, pautando-se pelo conforto dos alojamentos, a excelência da cozinha portuguesa e o palato sublimado dos vinhos do Buçaco, de renome mundial.

O Palácio é ricamente decorado (Foto: Divulgação)

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