Palácio e Convento de Mafra

A localidade de Mafra é sobretudo conhecida pelo seu palácio nacional, mosteiro franciscano de arquitetura barroca e neoclássica e é muitas vezes comparado ao palácio do Escorial em Espanha. Mafra fica apenas a 40km de Lisboa e é fácil de chegar pela A8 (Autoestrada nº8) que sai de Odivelas, a noroeste da capital.

Palácio de Mafra

A vila de Mafra é pequena e acessível. O largo principal mesmo em frente ao palácio tem cafés e esplanadas e é bastante amplo. O estacionamento é limitado nesta zona, mas nas áreas adjacentes é fácil arrumar o carro.

A primeira coisa que se nota assim que se chega é a imponência do edifício no seu estilo barroco, onde o mármore abunda. Tem um aspeto algo austero, mas que é suavizado um pouco pela sua decoração barroca.

O edifício compreende três partes distintas: uma basílica no centro, um convento franciscano e um palácio do reinado de D. João V. Foi, aliás, ele que o mandou construir em 1711 depois de prometer que mandaria erguer um mosteiro se Deus lhe concedesse um herdeiro depois de três anos de casamento sem filhos. E assim nasce o projeto em 1717 cujas obras foram entregues ao arquiteto alemão Frederico Ludovice. Inicialmente o projeto contemplaria um convento para albergar 13 frades, mas no final acabaria por receber cerca de 300, bem como toda a família real. No decurso dos 13 anos que demorou a ser construído o rei pediu a ajuda a outros arquitetos e é por isso que o edifício tem influências germânica, italiana e portuguesa. Este acabou por ser um projeto megalómano para a época com 50,000 pessoas a trabalhar na sua construção, numa área de 4 hectares e com num total de 4500 janelas. Os materiais usados provêm de Portugal (pinheiros de Leiria, mármores de Pero Pinheiro), Holanda e da Bélgica (carrilhões), França (objetos de culto), Brasil (madeiras preciosas) e Itália (nogueiras, estátuas, e mármore).

A Basílica

A igreja fica no meio do edifício e foi construída em mármore tal como os torreões, destacando-se pelo seu estilo barroco. As suas torres têm 68 metros de altura e abrigam diversos nichos com estátuas de mármore branco de Carrara, de São Domingos e São Francisco.

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O interior da igreja é imponente dado o seu tamanho: cinquenta e oito metros de comprimento por quarenta e três metros de largura. O zimbório (a parte mais alta e exterior da cúpula da igreja) tem uma altura de sessenta e cinco metros por treze de largura, tendo sido a primeira do género a ser construída em Portugal. A igreja destaca-se igualmente pela quantidade de mármore utilizada, bem como as estátuas, os retábulos e o conjunto de seis órgãos e os dois carrilhões. Em Mafra temos uma série de noventa e oito sinos afinados entre si que os torna não só espetaculares, como uma das maiores a nível mundial.

Convento e Palácio

O convento era para ser inicialmente modesto, mas acabou por sofrer diversos alargamentos e acabou por acolher 300 frades da Ordem de São Francisco. Ao visitar o convento conseguimo-nos aperceber de como os frades viviam ao longo das diversas salas, enfermaria, cozinha e quartos. Os frades sustentavam-se praticamente sozinhos tal como D. João V determinou, havendo lugar a apenas dois “subsídios” duas vezes por ano.

No segundo andar temos os aposentos reais que ocupam todo este piso, com o pavilhão norte sendo o Palácio do Rei e o pavilhão sul o Palácio da Rainha. Estas duas áreas são separadas por um longo corredor de 232 metros, o maior corredor palaciano da Europa, e servia para esperar audiências reais, bem como para exibir jóias e vestidos. É efetivamente um corredor enorme que liga as duas alas, que operavam separadamente com cozinha e funcionários próprios.

Ao longo deste piso encontramos diversas salas elegantemente decoradas com muito mobiliário e tetos pintados, embora D. João V tenha levado muitos dos objetos e móveis quando partiu para o Brasil em 1807.  Destaca-se a Sala de Diana, Sala do Trono, Sala da Benção e a espetacular Biblioteca que ocupa uma galeria de 83 metros de comprimento, com um deslumbrante pavimento em mármore rosa, cinzento e branco. Nas suas paredes de talha no estilo rocaille estão 40,000 livros datados dos séculos XIV e XIX. Uma sala absolutamente deslumbrante que fecha todo o percurso da visita.

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O Palácio de Mafra foi classificado como Monumento Nacional em 1910 é uma das referências a visitar na grande Lisboa, juntamente com o Palácio da Pena, em Sintra e o Palácio de Queluz.